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Psicovid19

Saúde mental em tempos de pandemia

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Saúde mental em tempos de pandemia

Distanciamento social sem casa

21.04.20

A medida mais amplamente difundida e mais eficaz no combate à disseminação da infeção pelo vírus SARS-CoV2 prende-se com o confinamento social. Somos instados a, num movimento coletivo, nos resguardarmos nas nossas respetivas casas de modo a que, num isolamento solidário, protejamos os restantes membros clinicamente mais frágeis da sociedade bem como a nós próprios e aos nossos mais próximos.

No entanto, e num momento em que a “casa” assume um papel de lugar de proteção e, de forma lata, se afigura quase como um instrumento de saúde individual e pública, não devemos esquecer aqueles que não têm um lugar fixo ao qual chamar casa, a População de Pessoas Sem Abrigo.

Procurando relevar esta população escrevi, em conjunto com a Dra. Joana Vilares para a Associação Piaget para o Desenvolvimento (APDES) um texto em que expomos as especificidades da população sem abrigo, numa altura em que é essencial entendermos o outro como uma extensão de nós mesmos e para a sua saúde como a de todos, lembrando que não há saúde publica sem saúde que chegue a todos.

Finalmente, importa ressalvar que existem atualmente um pouco por todo o país soluções implementadas para o alojamento e acomodação da População Sem Abrigo durante a pandemia, para as quais contribuem em articulação as Administrações Regionais de Saúde, Serviços Locais de Saúde Mental, Autarquias e diversos atores da sociedade civil, que responderam à altura a um desafio que subitamente se instalou. Devemos ter esperança num mundo solidário, atento ao próximo e organizado em prol do bem comum

 

Pedro Frias – Interno de Formação Específica de Psiquiatra – Hospital Magalhães Lemos, EPE ; Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Internos de Psiquiatria

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